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Fernando Diniz é o novo técnico do Vasco

Sai Lisca Doido, entra Fernando Diniz. O Vasco anunciou nesta quinta-feira (09/09) Fernando Diniz como seu novo treinador. Ele chega ao Cruz-Maltino com o objetivo de levar o clube de volta para a Série A do Campeonato Brasileiro. Com Diniz, chegam os auxiliares Eduardo Zuma e Yan Razera, além do preparador físico Wagner Bertelli.

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Fernando Diniz chegará ao Rio de Janeiro no sábado e já no domingo comanda o primeiro treino no Vasco. A estreia será na quinta-feira contra o CRB, em Maceió, pela 24ª rodada da Série B.

A diretoria do Vasco trabalhou com agilidade após a saída de Lisca. Guto Ferreira e Fernando Diniz eram os preferidos do Cruz-Maltino. Mas a ótima relação de Diniz com Alexandre Pássaro, dirigente do Vasco, falou mais alto, e o clube fechou mesmo com Diniz.

Fernando Diniz, vale lembrar, vem de um trabalho ruim no comando do Santos. A ida para o Vasco é a grande chance de o treinador dar uma volta por cima na carreira. Subir com o Cruz-Maltino, que no momento está em crise e longe do G-4 da Série B, seria, sem dúvida, um grande “up” na carreira de Diniz.

Fábio Carille é o novo técnico do Santos

Quem substitui Fernando Diniz no Santos é Fábio Carille, de 47 anos, ex-Corinthians. Ele, que assinou contrato até dezembro de 2022, foi apresentado nesta quinta-feira. E Carille fez elogios ao elenco santista.

– O melhor é entrar no CT no dia a dia e olhar se necessita de alguma posição. Mas é um grupo bem equilibrado. Temos jogadores chegando, jogadores se recuperando. Acredito que tem uma equipe bem forte. Agora é organizar e, ali para frente, se precisar, respeitando a situação do Santos, vamos atrás. Mas é muito cedo para falar disso – disse Carille, que estava no mundo árabe.

O treinador, no entanto, evitou fazer projeções.

– Não gosto muito de projeções, gosto muito do próximo jogo. Temos que trabalhar aqui para pensar alto, pensar em subir na classificação, em Libertadores, mas não sou de projeção. Todo jogo é uma decisão, a nossa próxima decisão é o Bahia. Trazer muitas informações e projeto para o grupo não é uma coisa boa, gosto de trabalhar jogo a jogo – disse.

E Carille já foi ao campo para comandar o primeiro treino. Confira abaixo mais trechos da entrevista do novo treinador santista.

Estilo de jogo: “Na minha carreira e da minha comissão, já encontramos de tudo. E nos adaptamos às condições que o grupo dava. Tive time de posse quando o Jô foi embora e achei Jadson e Rodriguinho por dentro, de equilíbrio maior em 2017, de contra-ataque em 2019, no Ittihad, na segunda temporada, um time mais de posse com chegada de reforços. Quanto antes soubermos o que o elenco pode nos dar, estaremos mais perto do sucesso. Gosto de ter equilíbrio, tudo que o futebol hoje exige, transições ofensiva e defensivas rápidas, pressão na bola. Mas precisamos de tempo, então vai ser crescendo a cada dia para chegar perto do que espero”.

Chegada ao Santos: “Eu trabalhei oito anos como auxiliar. Quando tive oportunidade no Corinthians, só dei continuidade no que deu resultado. Os números mostram situações diferentes, em certos momentos, como em 2018. No Ittihad, conseguimos fazer um trabalho bem legal. No Santos, já procurei muitas informações, como está sendo dentro de campo, dentro do CT, para chegar com muita paz. Chego com muita paz, acreditando em fazer um grande trabalho com todos. Então a forma de jogar, já tenho uma ideia, e o dia a dia vai mostrar. Nada melhor do que o dia a dia para conhecer as características deste elenco”.

Trabalho com a base: “Eu gosto de acompanhar, temos categorias que treinam ali perto de nós. Possivelmente estarei bem perto acompanhando o dia a dia ali. Gosto dessa mescla. Jogadores experientes do Santos são os que podem agregar no crescimento desses jogadores. Quando iniciaram as conversas, buscamos informações, e têm muitos meninos que me agradam muito. Vai ser uma mescla legal, esses experientes potencializando os jovens”.

Vai ter DNA ofensivo?: “Independentemente do esquema de jogar, isso não te traz se é defensivo ou ofensivo. Eu posso jogar com três zagueiros e ser super ofensivo. A distribuição tática dentro de campo não mostra isso, mas sim a atitude dos jogadores. O 4-1-4-1 pode ser muito ofensivo, eu trabalhei com o Tite assim, e era ofensivo. Todo treinador busca equilíbrio, no futebol você tem que defender e atacar. E é esse equilíbrio que vou buscar no Santos”.

O que a torcida pode esperar?: “Pode esperar um time bem organizado. Mudar muito pouco, porque é muito pouco para o jogo de sábado, depois uma decisão, mas aos poucos trazer o que penso em cima das características que vou conhecendo no dia a dia. O trabalho meu e da minha comissão é fazer a engrenagem funcionar da melhor forma possível”.

Novos reforços do Santos: “Velásquez, um zagueiro experiente. Tardelli, qualidade não se discute. Baptistão, que está chegando, entrando em forma. São jogadores que o Santos soube contratar muito bem, vão potencializar os jovens jogadores. Tem o Sánchez para agregar e fazer um ambiente bom, já que o vestiário é tão importante quanto o campo para buscarmos nossos objetivos”.

Expectativa de volta do público: “A torcida é fundamental. Já vi muitas vezes aqui, até como atleta, sabemos o quanto é difícil, o quanto a equipe empurra, e com o time bem organizado em campo, vai ser tornar muito mais forte. Sei como é difícil jogar aqui com a casa cheia, e essa torcida apoiando o tempo todo”.

Situação do Marinho: “Ainda não tive contato com os atletas, só acompanhei algumas coisas, cheguei de manhã em Santos. Não me sinto à vontade para falar por não estar no momento ali, daqui a pouco alguém do clube pode responder isso com mais certidão”.

Desafio: “Eu estou numa alegria tão grande. Desde o início, ansiedade muito pouco, perto do que já passei, por essa paz que tenho de receber essa oportunidade. Eu lembro que chego ao Ittihad e faço um 4-1-3-2, parecido com o River de uns anos atrás, porque as peças me davam isso. Conseguimos fugir do rebaixamento. Aprende-se todo dia. A nossa busca por melhora tem que ser todo dia, se aprende na vitória ou na derrota. Estou louco para chegar o horário do treino, ter o primeiro contato e trazer algo no campo pensando no jogo de sábado”.