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Neymar deixa PSG e ex-seleção da França diz: ‘Decepcionante’

Neymar vai jogar pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita
Neymar deixou o PSG depois de seis temporadas. Crédito: IMAGO / Penta Press

Neymar deixou o Paris Saint-Germain para trás depois de seis temporadas e agora escreve sua história no Al-Hilal. E a passagem do brasileiro pela capital francesa repercute mundialmente. Mikael Silvestre, ex-jogador da seleção da França, resumiu a saída do camisa 10 do PSG: “É decepcionante, vê-lo ir embora”.

Em entrevista exclusiva ao “Bettingexpert”, site parceiro do Apostagolos.com, o ex-zagueiro e lateral-direito, multicampeão pelo Manchester United, comentou os anos de Neymar a serviço do Paris Saint-Germain.

Havia a expectativa de o brasileiro elevar para sempre o patamar do PSG e do futebol francês em termos de clubes. Mas não foi o que aconteceu. O país segue tendo apenas um campeão europeu, o Olympique de Marselha, que venceu a Champions League na temporada 1992-1993. O mais longe que o Paris Saint-Germain chegou com Neymar no ataque foi o vice-campeonato da Champions, ainda na temporada 2019-2020.

Sucesso ou fracasso de Neymar?

“Há certos jogadores, e o mesmo vale para Messi, que foram contratados pelo PSG para vencerem a Champions League. E Neymar claramente não alcançou o objetivo almejado”.

O que explica

“Ele teve muita falta de sorte com as lesões sempre na mesma época, com o time nas quartas de final das Champions, entre fevereiro e março. Ele teve as lesões e ainda por cima teve de operar o tornozelo na temporada passada”

A sensação que fica

“A de infelicidade, eu diria infelicidade. Neymar trouxe seu talento, seu dom, sua classe para o Paris Saint-Germain e foi bom vê-lo jogar na Ligue 1. Então é uma decepção vê-lo ir embora, para ser sincero. E para a competição em si, é um duro golpe”.

Resumo de tudo

“Eu resumiria a passagem dele pelo PSG como sob circunstâncias infelizes”.

Veja vídeo de despedida de Neymar publicado pelo Paris Saint-Germain

A vida sem Neymar

O Paris Saint-Germain segue em frente sem o brasileiro, confiando nas contratações que fez para a temporada para o setor ofensivo: o espanhol Marco Asensio, o português Gonçalo Ramos e o francês Ousmane Dembelé.

Além dos três, o time da capital francesa terá o reforço caseiro de Kylian Mbappé, finalmente acertado para renovar contrato com o PSG e assim permanecer no Parque dos Príncipes por ao menos mais uma temporada.

Com a vantagem, para o jogador francês, de finalmente conseguir o posto de estrela principal do elenco, sem ter de competir por espaço com Neymar e Messi. A primeira mudança, simbólica, deverá ser a herança da camisa 10, que há seis anos foi de Neymar.

Outra, mais prática, deve ser a posição como o primeiro cobrador de pênaltis da equipe, posto que Neymar ocupou desde que foi contratado e que rendeu inclusive desentendimentos com Cavani, atacante do PSG que perdeu a preferência na época.

A vida sem o PSG

Longe do clube francês, Neymar terá a chance de retomar a carreira em um cenário mais confortável: sem a pressão para vencer a primeira Champions League da equipe de Paris e disputando uma competição com nível técnico bem inferior ao que está acostumado a encontrar nos torneios europeus.

Além disso, com o calendário da Arábia Saudita mais folgado, com menos jogos disputados por temporada do que ocorre na Europa, o brasileiro terá mais chances de prevenir lesões e tentar ter uma temporada saudável do começo ao fim, o que não acontece há sete anos.

Bem fisicamente, o jogador deve dar continuidade à sua carreira na seleção brasileira e com isso atingir feito que está ao seu alcance em curtíssimo prazo: superar Pelé como maior goleador da equipe pentacampeã. Atualmente, ambos estão empatados, com 77 gols.

Bruno Marinho
42 artigos
Jornalista esportivo com passagens pelas redações do 'Lance', do 'Extra' e do 'Globo', com a cobertura das Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022 no currículo. Apaixonado por esportes e boas histórias.

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