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Copa do Mundo Feminina: 7 universidades que mais abastecem a seleção dos EUA

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Megan Rapinoe, dos EUA, é craque e formada em sociologia. Crédito: IMAGO / USA Today

O melhor futebol da Copa do Mundo Feminina tem sido historicamente praticado pela seleção dos Estados Unidos. E uma universidade na Carolina do Norte é quem mais colabora para isso. Levantamento do Apostagolos.com revela quais universidades americanas são responsáveis por formar mais jogadoras que defenderam a seleção do país em Copas do Mundo Femininas.

Berço de Mia Hamm

Desde 1991, o North Carolina Tar Heels, time da Universidade da Carolina da Norte, emplacou 25 jogadoras na seleção dos EUA nas Copas. Mia Hamm, bicampeã do mundo e olímpica pela seleção americana, jogou no período da universidade pela equipe. É considerada por muitos a melhor jogadora americana de todos os tempos.

A equipe é a maior vencedora de títulos nacionais universitários nos Estados Unidos, o que reforça a formação de excelência das Tar Heels. Em 41 edições da competição, o time da Universidade da Carolina do Norte levou o troféu para campus 21 vezes.

Futebol forte na California

O levantamento revelou que das sete universidades que mais formaram jogadoras que chegaram à seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo, quatro estão situadas no estado da California. O Stanford Cardinal é o segundo time que mais revelou jogadoras para a seleção americana. Ele é da Universidade de Stanford, uma das principais dos EUA.

O Santa Clara Broncus é o terceiro time universitário com mais representantes em Copas. A equipe representa a Universidade de Santa Clara. Em quarto lugar no ranking, aparece o UCLA Bruins, da Universidade da California de Los Angeles. Em sexto, o California Golden Bears, da Universidade da California de Berkeley.

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Lista das sete universidades que mais formaram jogadoras para a seleção dos EUA. Crédito: Arte

Jogadoras com diploma

A formação das jogadoras americanas é diferente da estabelecida no Brasil e na Europa. No país, os atletas integram equipes dentro da estrutura educacional das cidades e dos estados, primeiro no Ensino Médio, posteriormente, na Universidade, para depois seguir a carreira como profissional.

A principal jogadora dos Estados Unidos hoje é Megan Rapinoe. Nos tempos de atleta universitária, defendeu o Portland Pilots, time de futebol feminino da Universidade de Portland. Por conta dessa estrutura que atrela educação e formação de atletas, as jogadoras americanas possuem diplomas. Rapinoe, por exemplo, é formada em sociologia.

Outro destaque da seleção que tentará o quinto título da Copa do Mundo Feminina na Austrália e na Nova Zelândia é Alex Morgan. A universidade que formou a atacante de 34 anos também aparece na lista. Ela foi jogadora do California Golden Bears, time da Universidade da California. Saiu de lá graduada em Economia Política.

A seleção dos Estados Unidos estreará na Copa do Mundo contra a seleção do Vietnã, no próximo dia 21. A equipe está no Grupo E da Copa do Mundo Feminina, que conta também com as seleções de Portugal e Holanda. As americanas são as grandes favoritas ao título nos gramados da Oceania.

Brasileiras formadas nos EUA

As universidades americanas já formaram jogadoras que atuaram em outras seleções em Copas do Mundo Femininas, não apenas a dos Estados Unidos. A lista de convocadas por Pia Sundhage para atuar na Austrália e na Nova Zelândia, por exemplo, possui duas jogadoras que foram reveladas no futebol universitário norte-americano.

A defensora Rafaelle Souza, do Arsenal (ING), construiu carreira universitária no Ole Miss Rebels. O time representa a Universidade de Mississipi. Ele defendeu a equipe e estudou na universidade entre 2011 e 2013. Saiu de lá formada em engenharia civil.

Outro caso é a zagueira Kathellen, que atualmente veste o branco do Real Madrid (ESP). Entre 2014 e 2017, ela passou por três time universitários: o Monroe College, o Louisville Cardinals e o UCF Knights.

Veja também: Tabela e grupos Copa do Mundo Feminina 2023

Bruno Marinho
42 artigos
Jornalista esportivo com passagens pelas redações do 'Lance', do 'Extra' e do 'Globo', com a cobertura das Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022 no currículo. Apaixonado por esportes e boas histórias.