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Corinthians e Jô são condenados a pagar quantia milionária a clube japonês

Jô não faz mais parte do elenco do Corinthians
Jô não faz mais parte do elenco do Corinthians. Foto: IMAGO / Sports Press Photo

Condenados pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), o Corinthians e o atacante Jô terão que pagar uma indenização de 2,6 milhões de dólares (cerca de R$ 13,3 milhões) ao clube Nagoya Grampus, do Japão.  

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A Fifa já havia julgado o caso, mas o clube paulista e o jogador recorreram na mais alta corte esportiva (CAS) para tentar reverter a decisão. Apesar de as sentenças do órgão, na maioria das vezes, serem definitivas, ainda cabe recurso para recorrer ao Supremo Tribunal Federal da Suíça, caso as partes entendam que ocorreu alguma ofensa clara à lei do país ou aos princípios de direito. Porém, a tendência é de que o Timão e o atacante aceitem o veredito atual.  

No julgamento pela Fifa, as partes foram condenadas a pagar aproximadamente 3,4 milhões de dólares (cerca de R$ 18 milhões) ao Nagoya. Porém, como houve recurso no CAS, o órgão acatou algumas demandas solicitadas por Corinthians e Jô, reduzindo o valor a ser pago.  

De acordo com o veredito da entidade máxima do futebol, o Corinthians é “solidariamente responsável pelo pagamento da referida indenização”, mas não detalha os percentuais que cada parte deve desembolsar. Por meio da assessoria de imprensa, o clube informou que “analisa os próximos passos para chegar a uma resolução”.  

O presidente do Timão, Duilio Monteiro Alves, em entrevista ao site “Globoesporte.com”, comentou o caso: 

– Era uma ação contra o atleta, não contra o Corinthians. O clube era solidário na ação porque contratou o atleta. Ele foi mandado embora por justa causa por um clube, e aí depois o outro que contrata é acionado? No meu ponto de vista, o Corinthians não tem, absolutamente, nada a ver com isso. 

– Vamos ver se vai existir condenação, qual vai ser o valor, então depende muito dela para falar quem vai assumir o quê. Mas acredito que não vai acontecer, porque não tem o menor cabimento. Nem o Jô, que foi mandado embora por justa causa, e nem o Corinthians – completou o dirigente.  

Vale lembrar que o caso já vem se arrastando há mais de um ano, com a primeira condenação acontecendo em novembro de 2020. O recurso ao CAS foi apresentado no ano passado.  

Jô, como se sabe, não faz mais parte do elenco do Corinthians. O jogador de 35 anos e o clube rescindiram o contrato de forma amigável, após Jô ser flagrado em um pagode enquanto o time perdia para o Cuiabá, pelo Campeonato Brasileiro. No dia seguinte, o atleta não apareceu no treinamento. O contrato de Jô com o Corinthians valia até o final de 2023 e, na rescisão, ele abriu mão do que tinha a receber.

Leo Santos
870 artigos
Leonardo Santos é jornalista esportivo com passagens por gra ...

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