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Copa América: Argentina vence a Seleção Brasileira, no Maracanã, e conquista o título

Faltava a cereja do bolo para a vitoriosa carreira de Lionel Messi. Pois bem. Na noite deste sábado, no Maracanã, ele conseguiu. O craque, enfim, conquistou o seu primeiro título com a camisa da seleção principal da Argentina. Os hermanos venceram a Seleção Brasileira por 1 a 0 com golaço de Di María e conquistaram a Copa América pela 15ª vez. Um novo “Maracanazo”. Mais do que isso, o fim de um jejum que já durava 28 anos. Desde 1993, a Argentina não conquistava um título.

– Ainda não entendemos que fomos campeões, do que conseguimos. Mas acho que vai ser um jogo que vai entrar para a história, não só porque fomos campeões da América, mas também porque vencemos o Brasil no país deles – disse Lionel Messi.

Copa América
Argentinos comemoram o título da Copa América no Brasil. Foto: Reprodução Twitter / Copa América

Não foi dos melhores clássicos entre Brasil e Argentina. Muitas faltas, confusões… No pouco que vimos de bola rolando, muito equilíbrio. Um primeiro tempo melhor da Argentina e um segundo tempo melhor do Brasil. Mas os hermanos souberam aproveitar melhor as chances que tiveram. E foi relativamente cedo.

Aos 21 minutos do primeiro tempo, Di María recebeu lançamento de De Paul e tocou por cima do goleiro Ederson: golaço. O lance contou com uma falha do lateral-esquerdo brasileiro Renan Lodi, que não conseguiu dominar a bola.

– Falei com Rodri (De Paul) antes da partida, havia dito que o lateral dormia um pouco às vezes na marcação. O passe veio perfeito, controlei e toquei por cima. Terminou como no jogo contra a Nigéria nas Olimpíadas – disse Di María.

Com a marcação encaixada, a Argentina conseguiu segurar a Seleção Brasileira no primeiro tempo. Praticamente nada foi criado pela equipe de Tite. No segundo tempo, um pouco mais de criatividade. Richarlison chegou a marcar, mas estava impedido e o gol foi anulado pelo VAR. Ele teve outra boa chance, mas parou no ótimo goleiro argentino Martínez.

Gabigol, que entrara no segundo tempo, também teve uma ótima chance para marcar, mas também foi parado pelo goleirão Martínez, que colocou o potente chute de canhota do artilheiro para escanteio.

Neymar teve uma boa atuação. Não foi brilhante, mas foi bem. As principais jogadas da Seleção Brasileira saíram dos pés dele. No segundo tempo, jogou um pouco mais recuado e teve dificuldades. Mesmo assim, não deixou de criar. Após a derrota, Neymar chorou. Mas teve a grandeza de reconhecer a vitória do adversário. Cumprimentou o amigo Messi e os demais adversários.

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O destaque negativo ficou por conta da arbitragem. O uruguaio Esteban Ostojich deixou a pancadaria rolar solta. Deveria, ao menos, ter expulso o zagueiro argentino Otamendi, que deu duas entradas criminosas. A primeira em Paquetá e a segunda em Neymar. Nos acréscimos, deu cinco minutos. Mas a bola não rolou nem 30 segundos. Atuação pífia.

Polêmicas de lado, vamos falar de Lionel Messi. Além de ter conquistado o seu primeiro título com a seleção principal da Argentina, ele foi eleito o melhor jogador da Copa América e, com quatro gols, foi o artilheiro da competição.

– Eu precisava tirar o espinho de ser capaz de alcançar algo com a seleção, eu estive muito perto algumas vezes. Eu sabia que algum dia ia acontecer e acho que não há melhor momento do que esse – definiu Messi.

Tite reclama do antijogo

Uma faltinha aqui, outra faltinha ali. A estratégia da Argentina para parar a Seleção Brasileira deu certo, mas não agradou ao técnico brasileiro Tite. Em entrevista concedida após a partida, ele reclamou.

– Foi um jogo picotado para caramba, queríamos jogar, mas teve antijogo o tempo todo, de cavar falta, demora para bater, árbitro… Não deu ritmo, queríamos jogar. A estratégia deles era picotar. Enfim, é do jogo. Mas defensivamente eles foram uma equipe bem postada, o goleiro em grande fase, com linha de quatro defensiva com qualidade e peças de reposição. Há mérito do outro lado. Tem esse fator do antijogo, mas tem que se passar em cima disso também – analisou.

Para os próximos compromissos da Seleção Brasileira, Tite, ao que parece, não vê necessidade de muitas mudanças.

– O sentimento é de tristeza. Primeiro de reconhecimento do outro lado, senão a gente faz do futebol o que ganha é o bom e o que perde é terra arrasada, então tem que olhar o outro lado. Aqui tem um profissional que já tem um pouquinho de lastro para saber e reconhecer o outro lado, que tem seu trabalho, suas estratégias, seu tempo, sua qualidade técnica individual. E fez, sim, um enfrentamento com efetividade e conseguiu conquistar. Prefiro reconhecer o valor da vitória [da Argentina] – disse.

A Seleção Brasileira volta a campo em setembro, pelas Eliminatórias. No dia 2, enfrenta o Chile fora de casa. No dia 7, enfrenta o Peru.

Escalação da Seleção Brasileira: Ederson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi (Emerson); Casemiro, Fred (Roberto Firmino) e Lucas Paquetá (Gabigol); Everton Cebolinha (Vinicius Júnior), Neymar e Richarlison. Técnico: Tite.

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